Como as tecnologias mudaram o seu modo de pensar?
Você tem alguma dúvida? Não sabe exatamente o que significa uma determinada palavra? Seu filho recorreu a você para ajudá-lo numa pesquisa escolar. Alguém no trabalho comentou sobre um novo produto. Um amigo lhe falou a respeito de uma cantora espetacular que viu num vídeo. Situações relativamente corriqueiras que nos fazem, hoje em dia, recorrer quase sempre ao Google ou ao YouTube (entre outras ferramentas), buscando nestas plataformas da internet dados sobre o que buscamos de informação.
E quando vai a alguma cidade que não conhece... E para não se perder recorre ao GPS para lhe orientar sobre as ruas pelas quais deve trafegar para chegar a uma consulta médica, um espetáculo teatral, um museu, uma reunião de negócios...
Quer saber onde está seu filho? Você imediatamente pega seu celular e disca os números dele para que, aonde quer que ele esteja, seja possível entrar em contato e se tranquilizar ou então lhe comunicar o que precisa ser dito a ele...
Entre em elevadores nos grandes prédios e veja monitores com informações, notícias, dados... Vá aos aeroportos e perceba as pessoas conectadas em seus notebooks ou tablets a adentrar redes sociais, enviar e-mails, analisar dados, conferir as últimas notícias...
Notícias do mundo inteiro circulam, já há alguns anos, pelas tecnologias com uma velocidade tão grande que não conseguimos mais entender o modo como as pessoas viviam antes de toda esta gigantesca rede mundial de computadores nos plugar todos os dias, em suas 24 horas, sem tréguas!
E com todas estas mudanças o nosso próprio jeito de pensar e agir mudou. Como as tecnologias mudaram o nosso modo de pensar e agir? Pense apenas nos exemplos dados para certificar-se disso.
Dúvidas de nossos filhos nos levavam a buscar apoio em enciclopédias ou então a ver nos seus livros didáticos e cadernos quais conteúdos estavam motivando tais questionamentos.
Quando nos dirigíamos a uma cidade diferente tínhamos que nos escorar em mapas ou então perguntar pelas ruas, pedindo direcionamentos em postos de gasolina, a taxistas, a policiais ou então a pessoas que encontrássemos circulando nos arredores.
Antes de nossos filhos saírem de casa pedíamos insistentemente que nos dissessem aonde estariam, na casa de quem, com quais amigos... Se por acaso perdêssemos eles de vista recorríamos ao caderno de telefones e discávamos para as casas dos amigos. Caso isso não resolvesse por algum motivo saíamos pelo bairro ou íamos a escola procurá-los, dependendo da situação.
Nos aeroportos líamos jornais ou revistas, alguns escolhiam livros, tantos outros conversavam com seus pares ou mesmo com pessoas que não conheciam e com as quais depois estabeleciam até mesmo relações duradouras.
As notícias chegavam, até que com certa rapidez, nas rádios, televisão e pelos jornais diários e revistas semanais de informação. Não havia overdose de dados e nem tampouco se gerava tanta ansiedade...
Nosso cérebro pensava muitas coisas, mas tinha mais foco do que hoje em dia. Não tínhamos que nos multiplicar em nós mesmos. Quando líamos o jornal ou estávamos estudando um texto num livro era este o objetivo, a meta. Podíamos até ter alguma música de fundo, alguns eventualmente deixavam a TV ligada, mas a tarefa pré-estabelecida estava lá, diante de nossos olhos e era a ela que procurávamos nos dedicar.
Quando usamos as tecnologias, como os celulares ou o GPS, por exemplo, temos muitas facilidades, é evidente, mas há perdas também. Hoje não nos preocupamos em memorizar telefones ou descobrir rotas em mapas para nossa orientação num determinado momento ou mesmo para futuras incursões por certas localidades.
Se usamos buscadores ou arquivos de fotos, vídeos e informações, agilizamos o processo e facilitamos nossas pesquisas e estudos, mas em contrapartida, por conta dessa velocidade sem igual, estamos também lendo de forma acelerada, sem muita disposição para que depuremos a informação, analisando-a, pensando-a com profundidade como deveria acontecer. E não sou o único a dizer isso. Leia artigos e livros de Nicholas Carr em que ele, especialistas mundialmente conhecido no assunto, revela sua perplexidade ao perceber como tanto ele quanto outros acadêmicos estão percebendo estas mudanças no jeito de pensar e agir estimuladas pelo avanço das tecnologias.
Os engenheiros que compõem estas transformações tecnológicas pensam apenas nas facilidades e projetam a arquitetura de seus engenhos sem que se deem conta de como irão afetar o comportamento humano. Estive lendo trechos do livro "Gadget - Você não é um aplicativo", de Jaron Lanier, e nesta obra levanta-se justamente esta perspectiva, a da incapacidade dos projetistas de todas estas maravilhas tecnológicas quanto as alterações que estão promovendo no relacionamento dos seres humanos com o mundo ao seu redor. Talvez consigam pensar nos benefícios, mas não vislumbram os problemas, as dificuldades...
E, entre as dificuldades, talvez aquela que mais preocupa a tantos seja o fato de que as tecnologias permitem quebrar barreiras de tempo e espaço mas podem também afastar as pessoas, como por exemplo mencionei na percepção sobre o que ocorre em aeroportos, ou indo um pouco mais fundo na ferida, com a quantidade de pessoas que vive atrás da tela do computador hoje e mal arruma tempo para ver familiares ou amigos...
Temos que pensar muito bem no que estamos fazendo de nossas vidas, na forma como estamos utilizando todo este aparato tecnológico, obviamente sem desprezar suas potencialidades e entendendo que podem ajudar muito a todos nós em nossas atividades diárias e, para fechar, refletir sobre como estamos gastando um de nossos mais valiosos recursos, o tempo...
Por João Luís de Almeida Machado
Membro da Academia Caçapavense de Letras


Trabalho com informática e sei bem como é isso. Lance é ter equilíbrio, o que nem sempre é possivel haha.
ResponderExcluirÉ verdade, para nós professores, a ferramenta ajuda e muito, não só nas pesquisas como nas aulas.
ResponderExcluirMas considero importante a organização do tempo dado para ficar em frente ao computador por exemplo.
Muitas vezes qnd estou escrevendo, procuro manter a internet desconectada, para não me perder do que estou fazendo e deddicar minha atenção.
Mas o que mais vemos, em reuniões de trabalho e em grupos em geral é o desvio da atenção por conta da tecnologia, seja por meio de um celular ou um computador.
Precisamos pensar sobre o uso consciente e sobre o tempo que gastamos na rede! Muito bom o seu texto. Irei compartilhar!
Como tudo tem seus defeitos,mais também tem suas qualidades,mais com a tecnologia tudo é mais fácil,usando com consciência como você mesmo diz não podemos desprezar suas potencialidades,mas é uma assunto a ser muito discutido.ARIANE ALVES, RA 112618
ResponderExcluirAs tecnologias, quando usadas de forma "correta" só tem benefícios a trazer para quem está utilizando. Como por exemplo:
ResponderExcluir* A busca de informações, com a internet tornou-se tudo mais rápido, mais cômado;
* Quando precisamos ir a um determinado lugar e não sabemos, conhecemos o caminho, recorremos ao GPS.
Porém, o lado "negativo" está ligado às pessoas que acabam se tornando "dependentes" dessas tecnologias. Por exemplo:
* Hoje em dia, em uma família que não se tem o controle do uso adequado da internet, não se vê essa família reunida numa mesa de jantar;
* Crianças que utilizam a internet para pesquisas de estudo, acabam buscando jogos para diversão que "estimulam" o ato de violência;
* Pessoas que utlizam o GPS para irem em lugares que nunca foram, mas já voltaram outras vezes, continuam utilizando, pois já se tornou um hábito, não uma necessidade.
Com todas essas tecnologias que temos em mãos, precisamos avaliar conscientemente a utilização das mesmas.
Nome: Kátia Carvalho.
RA: 112594
O texto remete a uma reflexão que por muitas vezes passa despercebido, pois, vivemos em um tempo onde é exigido rapidez e eficiência. As pessoas andam apressadamente,não tem mais tempo.Então,a tecnologia é um auxílio eficaz,porém,é preciso recordar que existem outros meios de comunicação e pesquisa.Que o homem não pode deixar ficar esquecido suas potencialidades.Sem dúvida,é um assunto interessante para o educador levar para a sala de aula. ELEN POLIANA, RA 112615
ResponderExcluirMuitos pais acreditam que quanto mais cedo é o contato da criança com a tecnologia, mais cedo estimulam seu desenvolvimento intelectual. Hoje, e nem faz tanto tempo assim, é cada vez mais comum crianças pequenas com celulares, MP3, conversando pelo MSN e outras redes sociais. As crianças de hoje fazem tudo ao mesmo tempo: estudam, brincam, conversam, assistem televisão, ouvem música, e por aí vai. É tudo normal para eles, que desde muito cedo recebem diversos estímulos, e os adultos também não ficam de fora.Crianças cada vez menores estão aprendendo e fazendo coisas que eram próprias de adultos, mas é o futuro, ainda não vimos nada, muitas coisas nos surpreenderá. Existe a questão da relação social, crianças que ficam muito ligadas a essas tecnologias, tende sim a ter uma vida social menos satisfatória.
ResponderExcluirOs pais tem que trabalhar fora, assim, a relação com os filhos passa a ser terceirizada. TV, Internet, vídeo game e outras tecnologias, são as novas babás eletrônicas. Se nós adultos já ficamos encantados com toda essa modernidade e principalmente facilidade que todas essas "bugigangas" nos oferecem, as crianças acham muito mais divertido. Uma vez que nos adaptamos a essas tecnologias e percebemos o quanto isso pode facilitar nosso dia a dia, não abrimos mais mão dela, mas eu acredito que devemos usá-las para ganhar tempo, e não desperdiçá-lo
Adriele de Carvalho Menezes 3pna RA112469
Hoje as tecnologias, quando usadas de forma "correta" só tem benefícios a trazer para quem está utilizando. a tecnologia é um auxílio eficaz,porém,é preciso recordar que existem outros meios de comunicação e pesquisa.
ResponderExcluirRA 112716
A tecnologia tem de avançar cada dia mais e confesso que ela melhora o nosso dia a dia.
ResponderExcluirNos dias de hoje tudo acontece muito rápido, o tempo não passa,voa. precisamos de coisas rápidas eu particularmente pesquiso bastante no google em vários assuntos e acho muito bom, e acredito que mudou sim a minha maneira de pensar, pois existem outras maneiras de pesquisar, mais vou direto no computador pois sei que vai ser mais rápido, não preciso nem sair de casa e com isso vou deixando de pesquisar e aprender outros tipos de pesquisa.
Thais Germano, RA: 112590
Nos dias de hoje podemos desfrutar da tecnologia praticamente para tudo, porém devemos estar sempre atento ao seu uso correto.
ResponderExcluirHoje, o mundo gira através das tecnologias, estamos cada vez mais mudando o nosso modo de agir e pensar, tornando tudo mais rápido e com isso, tudo mais prático.
Não nos vemos mais sem um aparelho de celular ou sem uma internet (que seja rápida), como se tudo isso já fizesse parte de nossas vidas antes mesmos de nascermos. Mudamos nossa forma de pensar a cada clique ou a cada descoberta.Descobrimos pessoas, reencontramos outras, tudo num piscar de olhos.
Mas com todas essas vantagens, há também as desvantagens, ao mesmo tempo que nos aproximamos de alguém que não viamos a tempo, acabamos nos afastando daqueles que estão num quarto ao lado.
Queremos tanto alcançar o mundo, que acabamos deixando nos levar cada vez mais pela alta tecnologia, esquecendo assim os nossos principios.
Jane Camargo RA 111390
Com a chegada das tecnologias tudo foi ficando mais fácil e prático,porém, todo ação tem uma reação e para esta situação foi o de transformar as pessoas cada vez mais acomodadas, antes nos esforçávamos mais para ler(livros, revistas, enciclopédias entre outros), haviam uma socialização maior (para pedir informação,ao conversar com nossos amigos, etc), os pais se preocupavam mais com seus filhos,pois, ao sair de casa seria mais difícil os encontrar, trabalhávamos mais a escrita,fato que hoje em dia caminha-se para a extinção pois se é raro usá-la. Hoje praticamente as informações chegam ao mesmo tempo em que elas acontecem, mas nem sempre isso é bom porque em algumas situações expõem pessoas inocentes a fatos que levam a grandes conseqüências. Enfim antes nossos cérebros eram treinados e com isso tinham um maior foco em tudo que fosse necessário, a concentração era maior, trabalhávamos mais a memorização. Então a tecnologia é errada e nos faz mal? Não, porém ela está nos trazendo junto com os benefícios conseqüências drásticas e que se não tomarmos os cuidados necessários estaremos nos afastando dia após dia de coisas que também são importantes e fundamentais. Daniele Ap. 112600
ResponderExcluirA tecnologia está totalmente inserida no nosso cotidiano,não conseguimos ficar um dia sem navegar pela internet,sem ler e-mail e sem se comunicar nas redes socias ,todo mundo participa orkut e facebook ,mas não é só na internet que está assim não ,há tambem os celulares que não conseguimos mas viver sem ,e impressionante como a tecnologia já faz parte da nossa vida.
ResponderExcluirPrecisamos usar a tecnologia de forma consciente , pois a tecnologia tem seu lado bom e o lado ruim .
Nossa crianças estão começando a usar o computador muito cedo ,temos sempre que observar onde as crianças estão navegando .
Hoje não conseguimos mas viver sem a tecnologia estamos totalmente dependente dela ,tanto pela internet quanto pelo o celular,virou um vício.
Mas não podemos nos esquecer de atitudes que a tecnologia não nos proporciona como um abraço apertado ,um beijo ou qualquer tipo de carinho ,isso nenhuma tecnologia nos dará.
Professor desculpa a demora !
Sheyla RA 112944
Nos dias atuais,podemos observar que houve uma grande mudança na sociedade devido a chegada da tecnologia. O homem está deixando a imagem, de um ser pensante e social,pois as respostas chegam muito rápido, o cérebro não está sendo utilizadoo, os livros estão empoeirados ,o convívio com a sociedade está alienado praticamente a um meio, o computador.
ResponderExcluirClaro que tivemos benefícios com a tecnologia, mais se pormos em uma balança veremos que o peso está maior do lado ruim, pelo fato da sociedade não saber utilizá-la, esquecendo seus valores.
RA: 112935 3PNA
Fala, João! Parabéns pelos seus textos! Sempre que posso acompanho o seu blog e gosto muito da forma como escreve sempre muito polida, comedida e apontando caminhos e soluções.
ResponderExcluirComo sou um pouco menos otimista que vc, não acredito que ainda seja possível a vida em harmonia em nosso planeta por muito tempo, tendo em vista as interferências humanas na natureza e os rumos atuais da vida moderna, a menos que se tomem medidas bem mais radicais que aquelas propostas pela maioria dos que propagam a idéia de sustentabilidade. Não acho que precisamos tratar bem o nosso planeta mas sim, curar! Gostaria que vc abordasse um texto que conciliasse suas idéias sobre ecologia, o conteúdo do texto acima e os efeitos da existência de Steve Jobs em nosso planeta.
Abração e mais uma vez parabéns pelo blog!