Combinação explosiva: Adolescentes e Álcool


Combinação explosiva: Jovens e Álcool. Ainda mais preocupante quando falamos de adolescentes, menores de idade, legalmente impedidos de consumir qualquer bebida alcoólica. O que fazer?

Há permissividade de muitas famílias ou, ao menos, em muitas casas se faz vista grossa para o problema. Não são poucas aquelas nas quais os filhos são até mesmo convidados a tomar uma cervejinha com os pais. Imaginam os familiares que agindo desta forma estão antecipando situações que seriam vividas na rua, fora do seu alcance, passíveis de consequências mais pesadas. Por isso é preferível, pensam, que esta introdução ao consumo do álcool, droga que causa dependência ainda que aceita socialmente e legitimada nas leis do país, aconteça no ambiente doméstico.

Estão estimulando ao invés de agir com correção e dentro da legalidade. Existe uma determinação legal que estipula ser o consumo de álcool permitido no país com a restrição clara e explícita quanto a faixa etária em que isso deve acontecer, ou seja, a partir dos 18 anos. Antes disso é uma clara contravenção, um desrespeito evidente a legislação.

Não bastasse isso, constitui um mau exemplo, ou seja, dá-se para os adolescentes a ideia de que burlar a lei não é empecilho e que, ao mesmo tempo, um "copinho" de cerveja, vinho ou qualquer outra bebida alcoólica não traz prejuízo algum a quem quer que seja...

Além dos evidentes sintomas causados, como a embriaguez, a ressaca, a perda dos reflexos, a fala desconexa, as ações indevidas, o vômito ou as dores de cabeça, o excesso de álcool pode redundar em situações ainda piores como acidentes de trânsito, brigas, perda de consciência que leva as pessoas a não chegar em suas casas, coma alcoólico...

Sem contar ainda que o consumo de bebidas alcoólicas por adolescentes, que ainda não tem a necessária maturidade e formação para esta ação e por isso muitas vezes bebem além da conta, pode induzir ao uso de outras drogas, como o cigarro ou as ilícitas e pesadas,  como o ecstasy, a maconha, os ácidos, o crack, a cocaína...

Imaginar que nesta faixa etária a curiosidade, o ambiente, a pressão do grupo, o estímulo externo não irão induzir os adolescentes ao erro e ao consumo de álcool, por exemplo, é viver num mundo de faz de conta. É preciso que as famílias se previnam e orientem seus filhos. 

O que num primeiro momento parece apenas um singelo e descompromissado "copinho" de cerveja ou de vinho pode se transformar num drama familiar com consequências gravíssimas para todos. Evitar tais situações é de primordial importância. A presença, experiência, maturidade e aconselhamento por adultos, em especial pelos próprios pais é, neste sentido, de primordial importância.

Por João Luís de Almeida Machado

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