Companheiros de viagem



Todos os dias tenho como companheiros de viagem pessoas que me fazem pensar em assuntos diversos a respeito dos quais tenho sempre bastante interesse. Trazem argumentos, histórias, fatos, dados e até mesmo ilustram de forma bem interessante aquilo que apresentam. Me permitem fazer viagens em minha mente na busca de conexões, contraposições, ideias anteriores a respeito destes assuntos. Provocam-me no meu íntimo a apresentar também os pensamentos e experiências que acumulei ao longo desta intensa e rica experiência que é a vida.

São autores de livros que estou lendo pela primeira vez ou revendo e que, na estrada a percorrer até o trabalho, tornam o trajeto muito interessante e enriquecedor. Desde que comecei neste meu novo endereço profissional já estive em contato com Peter Drucker e suas teorias clássicas e sempre atuais quanto a administração, troquei ideias com Gail Martin a respeito das redes sociais, embarquei nas caravelas que cruzaram o Atlântico e vieram para a América do Norte para fundar os Estados Unidos nas clássicas linhas do sociólogo Leo Huberman, participei de um bate-papo muito bom com Gilberto Dimenstein e Marcelo Tas e ainda consegui pensar juntamente com Roberto Shiniashiky sobre problemas e como eles podem ser bases para o crescimento e superação. Também tive a oportunidade de ler duas biografias interessantes e enriquecedoras por conta das trajetórias de vida riquíssimas de seus personagens, uma a respeito de mestre Paulo Freire, do professor Fernando Almeida, a respeito da qual fiz resenha e que, certamente, só ajudou a mostrar como o grande educador brasileiro é realmente um imortal das letras e da educação para o Brasil e o mundo; Outra sobre um homem que é sinônimo de televisão em nosso país, neste caso uma autobiografia, "O Livro do Boni".

Nos últimos dias quem tem me acompanhado é William Powers com seu livro "O Blackberry de Hamlet", a filosofar bem acompanhado por Shakespeare, Platão, Thoreau, Ben Franklin e outros grandes nomes sobre como estamos vivendo saturados na Era de Informação em virtude de alguns excessos que cometemos em nossa relação com tantas e tão presentes tecnologias; Outro autor que me acompanha, em leituras paralelas (vou alternando temas e conversas, gosto de ler mais de um livro de cada vez) é Elio Gaspari e sua já clássica produção sobre a Ditadura Militar no Brasil. Estou atento a cada detalhe de sua narrativa rica em detalhes contida no volume "A Ditadura Escancarada", e neste caso, revisitando a obra; Além deles também estou lendo e gostando da companhia do livro "Pensamento Crítico", de Normand Baillargeon, que ele caracteriza, já no subtítulo como sendo uma produção que visa permitir aos leitores uma autodefesa intelectual.

De qualquer modo, as jornadas parecem sempre mais curtas nestas companhias, as viagens acabam logo e, de repente, me percebo mais rico e preparado para mais e mais desafios que se colocam no horizonte...

Por João Luís de Almeida Machado

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