Em tempos de vacas magras e problemas: Breves reflexões
Nenhum problema é tão grande que não possa ser resolvido, exceto a morte, como sempre me lembram alguns. E, dizem os sábios, os problemas são oportunidades para a superação, aprendizado e preparação para um amanhã melhor. Nunca se esqueça disso e, quando tiver algum dilema pela frente, tome fôlego, estufe o peito, tenha coragem, analise bem a situação, conte com seus aliados e vá em frente para resolver da melhor forma possível!
Não tente resolver todos os problemas do mundo. Faça uma coisa de cada vez e atue de acordo com as suas possibilidades. Não se sobrecarregue, há o risco de explodir e botar muito a perder. Peça ajuda. Conte com os amigos e pessoas que ama. Se sentir-se sobrecarregado, tire pesos de seus ombros e permita-se relaxar. O cansaço causa um desgaste grande e se não nos dermos oportunidade de dar ao nosso corpo o descanso que precisa e merece, é mais que esperado que não aguentemos. Para não se ferir ou magoar os outros, estabeleça com clareza quais são os limites até onde pode ir e respeite-os assim como peça aos demais que façam o mesmo!
Hoje em uma rápida reunião de trabalho um dos colegas em certo momento resgatou esta expressão tão popular que define momentos difíceis, de crise econômica, de pouca grana no bolso, de carestia, em que cortamos os supérfluos de nossas vidas... Fiquei pensando nela por um breve momento e me dei conta de que por pior que seja este tempo de vacas magras, em nenhum momento menciona-se que ficamos sem pelo menos uma vaca... Ou mesmo que ela secou, ou seja, que deixou de vez de dar leite... Interpretando um pouco menos metaforicamente, diria que nas crises aprendemos que é possível viver com menos e como é valiosa esta lição... Amadurecemos, saímos da zona de conforto, muitas vezes até renascemos e ficamos mais fortes para aguentar o tranco...
Por João Luís de Almeida Machado
Membro da Academia Caçapavense de Letras


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