O Brasil e seu Planeta Futebol
“Penalti é tão importante que deveria ser batido pelo presidente do clube”, já dizia o “filósofo” do futebol, Neném Prancha. A frase apresenta a qualquer estrangeiro o que significa para o brasileiro este esporte. Organizar uma segunda Copa do Mundo, a ser realizada em 2014, é um desafio e uma questão de honra no país.
País que trouxe ao mundo craques do mais alto nível, como Pelé, o rei do futebol. E que, ao mesmo tempo, viu seus torcedores chorarem por derrotas memoráveis, como em 1982 na Copa da Espanha ou na derrota para o Uruguai, em 1950.
Este esporte é tão profundamente arraigado na cultura nacional que o jornalista Armando Nogueira afirmou: “Nosso povo não canta o hino no dia 7 de setembro (Independência do Brasil), mas sim quando a Seleção joga”.
De Pelé a Neymar se passaram muitos anos. Problemas de organização ainda persistem. O futebol mudou bastante. Deixou seu ritmo mais cadenciado e tornou-se verdadeira maratona para os atletas. Nos anos 1970 e 1980, um atleta corria, numa partida de futebol, o equivalente a 5 ou 6 km. Hoje os jogadores percorrem distâncias equivalentes ao dobro! Há ainda, felizmente, espaço para o talento. Mas a evolução física dos atletas é facilmente notória.
Fora dos campos, nos bastidores, o futebol brasileiro adequou-se a globalização com grande rapidez. Nos anos 1980 ocorreu o primeiro movimento migratório de atletas de ponta para a Europa: Zico, Sócrates e Falcão, por exemplo, foram para a Itália naquela década. Hoje os brasileiros estão em todos os cantos do mundo, do Azerbaijão a Inglaterra!
Os valores que movimentam o esporte bretão, igualmente, multiplicaram-se. Até 5 anos atrás, um clube como o Corinthians, recebia entre 15 e 20 milhões pelos direitos de transmissão de seus jogos. Este valor foi aumentado para cerca de 100 a 120 milhões a partir de 2011. Isso sem contar patrocínios nos campos, camisas e outras fontes de renda, além das bilheterias. Por conta disso, o clube paulista já está entre os 10 mais ricos do planeta!
Talvez, por conta disso, a frase do técnico Carlos Alberto Parreira, tetracampeão mundial com o Brasil em 1994, tenha mais sentido quando percebida fora de campo. Disse o vitorioso treinador que “no futebol, o gol é um mero detalhe”.
Por João Luís de Almeida Machado


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