Seu filho ou filha está no Facebook? Como proceder?


Seu filho ou filha está no Facebook? Caso a resposta seja afirmativa, você consegue saber ao certo o que ele faz por lá? Caso você demonstre dúvida, é preciso saber, se informar diretamente com ele e, se possível, conectar-se para verificar como andam as coisas por lá, no próprio Facebook, relativamente a seu filho ou filha.

Para iniciar a conversa, basta saber que o Facebook, como todas as redes sociais, permitem a participação apenas de maiores de 18 anos. É claro que isso já foi burlado milhões de vezes, no Brasil e pelo mundo afora, como se fazia antigamente (e mesmo hoje em dia) com carteirinhas de cinema, colocando-se idade superior a que de fato tem a pessoa. Parece totalmente singelo, mas não é mesmo, trata-se de falsidade ideológica, ou seja, passa-se por aquilo que não condiz com a realidade dos fatos.

Seria então interessante comprar a briga para que ele tire sua conta do Facebook (ou de outras redes sociais, como o Twitter ou o Orkut)? Não recomendo, a não ser que o uso desta plataforma revele-se nefasto por conta das pessoas e ações que estão sendo desenvolvidas por seu(s) rebento(s) na web. Se houver alguma ilicitude ou risco real acontecendo através da conta de seu(s) filho(s) torna-se necessário partir para medidas mais drásticas, caso contrário é luta inglória que resultará em criação de páginas com nomes diferentes para que você não o(s) acompanhe(m) mais neste mundo virtual.

E a ilegalidade da inscrição num site que requer maiores de idade, o que fazer? Cabe ao próprio Facebook tomar decisões que legalizem a situação tendo em vista que milhões de usuários desta ferramenta social são menores de idade. Há dois caminhos a seguir: O primeiro é forçar a barra para descobrir quem não está apto por não ter idade e descredenciar e, o segundo, é regularizar a ferramenta, tirando a proibição mas criando elementos específicos para a navegação de quem tem menos de 18 anos de idade. Que elementos são estes? Todo e qualquer acesso a canais, jogos, pessoas e instituições que de algum modo promovam ou se relacionem a sexo, drogas, violência e outras ações impróprias e/ou ilegais.

Agora, convenhamos, para saber se há alguma rota errada sendo trilhada por seu(s) filho(s) no Facebook é preciso que você seja um participante da rede dele(a). E você não deve fazê-lo na condição de quem frequenta este endereço para bisbilhotar, mas para participar mesmo. Na realidade, peça a ele(a) que apresente o "Face" para você, mostrando como funciona, que jogos são interessantes, quais as pessoas que fazem parte da rede dele(a)... Peça ajuda para criar sua conta, se você ainda não tem, ou para melhorar a sua, se já estiver por lá.

Aos poucos, participe opiniões importantes e recomendações fundamentais, como por exemplo, somente adicionar pessoas conhecidas a rede, utilizar elementos de controle de acesso (que todas as redes disponibilizam, impedindo que estranhos tenham total acesso a seus dados), aconselhando a não ficar fazendo um relato detalhado da vida que tem fora da rede no Facebook (pois há pessoas que podem estar acompanhando/monitorando para fazer uso destes dados), orientando a não colocar muitas fotos (o que pode fazer com que a identificação da pessoa, de familiares e de amigos seja muito fácil para pessoas perigosas, como ladrões ou sequestradores)...

Mesmo tomando precauções as situações de risco podem acontecer. A invasão de um computador pessoal através de e-mails, redes sociais ou qualquer porta de acesso, como também os games, permite que os invasores (hackers ou crackers), consiga pegar documentos, fotos, dados de acesso a contas na web (inclusive as bancárias) e que, de posse destas informações, criem muitos problemas para quem foi vítima de tais ações.

É possível até mesmo, caso o computador fique ligado direto, acionar as câmeras digitais acopladas aos micros e, com isso, captar imagens sem que a pessoa saiba. Com isso, imagens da intimidade das pessoas podem cair na rede e, para conseguir recuperar depois é praticamente impossível. O caso recente da atriz Carolina Dieckman, cujas fotos pessoais, íntimas, vazaram a partir de ataque hacker e foram visualizadas mais de 8 milhões de vezes em poucos dias!

Neste sentido é importante saber como funcionam as redes sociais e participar das mesmas seguindo as recomendações dadas pelos especialistas em segurança na web. Crianças e adolescentes com livre acesso a internet, sem qualquer orientação ou acompanhamento pelos pais ou por algum adulto responsável, são passíveis de atentados contra sua integridade social, moral, física e psicológica. 

Contatos com pedófilos, ciberbullying, pornografia, incitamento ao uso de drogas, acesso a vídeos violentos e outras graves consequências podem gerar problemas sérios para uma criança ou um adolescente. Além disso, é preciso fazer com que a internet e as redes sociais, como o Facebook, se tornem a principal razão de ser e viver dos filhos. Eles precisam viver fora do universo virtual para que sejam e estejam saudáveis. A web e suas redes são apenas uma complementação e não devem substituir, jamais, as relações com pais, amigos, parentes, professores, animais de estimação...

Por isso mesmo, desde já, se apresse a acompanhar seu(s) filho(s) no Facebook e na internet e não deixe de lhe oferecer alternativas a este universo virtual. Convide-o para ir a um cinema, museu ou teatro; vá praticar esportes na companhia dele; faça passeios próximos ou distantes para que eles conheçam outras localidades; vá para a cozinha e na companhia dele(s) prepare uma refeição a várias mãos; saia apenas para bater perna e tomar um sorvete em família. Enfim, não seja apenas mais um dos amigos virtuais dele(s)!

Por João Luís de Almeida Machado

Comentários

  1. Sugiro leitura de artigo sobre o mesmo tema no blog A Vida Quer onde comentamos sobre a vigilância dos filhos no Facebook e seus critérios éticos Vigiar e Punir: http://www.samshiraishi.com/?s=vigiar+e+punir

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