Que país é esse... em que as mulheres são vítimas de tanta violência?
Que país é esse... Que tem estampada nas manchetes de jornais, na internet, no rádio e na TV notícias sobre estupros coletivos e aumento assombroso de casos de feminicídio (crescimento de mais de 300% em 10 anos segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública) e violência contra as mulheres.
E aqui destaco a importância do papel da imprensa livre e engajada que tem trazido a tona esses escabrosos casos e dados que, de tão alarmantes, devem mobilizar os cidadãos a cobrar das autoridades a apuração imediata e honesta dos acontecimentos relatados e gravados pelas câmeras espalhadas pelo país.
O mais assustador é ver como proliferam as manifestações covardes, escondidas por trás de sites, redes de comunicação, redes sociais ou mesmo na dark web de pessoas que advogam essa violência explícita, cruel e desumana contra as mulheres. E saber que isso acontece, na maioria dos casos, a partir de quem é próximo e que teria que protegê-las e amá-las, como companheiros, maridos, namorados, pais, avós, tios, irmãos... São 3,7 milhões de brasileiras que, em 2025, foram vítimas de violência doméstica ou familiar, ou seja, dentro de suas próprias casas foram atacadas por pessoas próximas.
Inconcebível isso, inacreditável e assustador o nível de selvageria e bárbarie desses seres que socam suas parceiras, as atropelam, disparam tiros contra elas, as ferem e mutilam com facas e canivetes e que as matam e escondem seus corpos. São registrados 4 casos de feminicídio por dia no Brasil segundo os dados mais atuais, registrados até 2025, isso sem contar informações que nem chegam as autoridades.
Obsessivos e violentos, não aceitam "não" como resposta, querem se vingar por terem sido rejeitados e não pensam em como essa cova foi cavada por eles mesmos, nas discussões que viraram agressões, do primeiro puxão nos cabelos, tapa no rosto aos murros violentos desferidos contra aquela pessoa que diziam amar. Somente no 1º semestre de 2025 foram registrados 33.999 estupros no Brasil.
Não há amor quando se levanta a mão para agredir. Não há pessoas que praticam violência e que depois pedem perdão que não retornem as agressões quando se sentem injuriados e ofendidos. Não há confiança em relações que se estabelecem nesse jugo raivoso e carregado de mágoas que se tornam ódio.
O machismo, essa chaga que compele pretensos homens a violentar suas parceiras de diferentes formas, ameaçando virtualmente, assediando na rua, espreitando no trabalho e, chegando as vias de fato com as pancadas que doem muito no corpo, na alma e na mente feminina, precisa ser extirpado do Brasil e do mundo. Somente em janeiro de 2026 foram quase 100 mil casos de violência doméstica reportados no país, isso é assustador e terrível!
Que as leis prevaleçam e esses assediadores, estupradores e praticantes de qualquer ato de violências contra as mulheres sejam punidos com o mais alto rigor da lei para que as mulheres possam viver suas vidas de forma digna, segura e em paz. É o mínimo que se espera e que, as autoridades façam valer, com a sociedade civil organizada e cidadã se pronuncie pelo Brasil afora para que essa desproporcional epidemia de violência contra as mulheres diminua e acabe em nosso país.
Onde começar a mudar? Nas escolas, ensinando respeito pelas mulheres. Em casa, vivendo situações de respeito pelas mulheres da casa. Fazendo prevalecer o diálogo como meio de solução de diferenças que existam, jamais qualquer tipo de violência. (JLAM)


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